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Vettel: mais líder e mais energético
Publicado em 12.Jun.2013
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Num Grande Prémio de Canadá sem chuva na corrida, Sebastien Vettel e a Red Bull foram os mais fortes para deixar a concorrência bem longe, com Fernando Alonso (Ferrari) a provar, de novo, que é o mais forte rival do jovem alemão na discussão do título, ao recuperar até à segunda posição, depois de ter ultrapassado Lewis Hamilton (Mercedes) quase com a meta à vista. Não deixaram de ser curiosas, aliás, no final as palavras do piloto espanhol a elogiar os seus adversários, embora sem apontar nomes [Nico Rosberg, Mark Webber e Lewis Hamilton]: “Foi agradável competir com pilotos inteligentes, com os quais podes andar taco-a-taco a 320 km/hora e sentir-te seguro. Estou muito feliz por isso, já que no Mónaco foi um pouco diferente”.

Ficou claro, se dúvidas ainda existissem, que o Red Bull continua a ser o melhor carro, em termos de equilíbrio, e, embora o campeonato esteja longe (faltam 12 provas) da decisão, Vettel tem tudo a seu favor para chegar ao tetra. Como se não lhe bastassem os 36 pontos de vantagem para Alonso com que saiu de Montreal, viu reforçada a sua posição no seio da Red Bull, ao estender até 2015 o vínculo contratual que terminava no próximo ano. Este suplemento de “energia”, a colocar um ponto final em rumores que o davam como possível reforço da Ferrari, vem deixar um sinal claro de que continuará a ter a garantia, nas duas épocas que se seguem, de dispor de monolugares competitivos, o que significará a continuidade do engenheiro Adrian Newey, o pai dos Red Bull ganhadores…

Desfecho do “Pirelligate” pode surpreender ou… não

É no próximo dia 20 deste mês de Junho, exatamente uma dezena de dias antes do Grande Prémio da Grã Bretanha (30 de Junho), a marcar o regresso da Fórmula 1 à Europa, que ficará a conhecer-se o desfecho do “Pirelligate”, com o Tribunal Internacional da FIA (Federação Internacional do Automóvel) a decidir se foi ilegal ou não o teste efetuado pela Mercedes, com os seus dois pilotos e o monolugar de 2013, aos pneus Pirelli no circuito de Barcelona logo a seguir ao GP de Espanha. É que, recorde-se, o regulamento da F.1 proíbe qualquer tipo de testes por parte das equipas a partir do momento em que começa o campeonato, e muito menos com o carro atual, como foi o caso… Tanto a equipa alemã como a Pirelli, fornecedora oficial de pneus, vão ser ouvidas em relação aos factos ocorridos e no caso de os juízes considerarem que houve infração ao regulamento, a Mercedes deverá ser alvo de um castigo (monetário e/ou desportivo) e a expetativa centra-se em saber até que ponto haverá razões para mão pesada ou não. Porque se de um lado o fabricante italiano alega razões de segurança para ter solicitado à equipa de Nico Rosberg e de Lewis Hamilton a sua colaboração para o ensaio de novas soluções tendo em vista o futuro, do outro a Mercedes alega ter dito “sim” depois de receber autorização da FIA, no intuito de salvaguardar qualquer eventual risco de futura penalidade.

A decisão da FIA poderá, quem sabe, ser determinante para o futuro da Pirelli na F.1, dada a posição desconfortável em que se deixou ficar, a partir do momento em que aceita as exigências, tanto daquele organismo como de Bernie Ecclestone – o “patrão” do Mundial –, de fornecer às equipas em 2013 pneus com um tipo de construção que obriga em cada corrida, atendendo ao seu desgaste rápido, a pelo menos duas trocas [de pneus], significando maior número de idas às boxes. Tudo porque Ecclestone desejava de garantir emoção e incerteza em cada Grande Prémio, além de vencedores diferentes. Afinal de contas, uma receita capaz de ajudar a fazer subir os índices de audiências das transmissões televisivas, uma fonte de receita crucial no bolo financeiro do campeonato. É o marketing a funcionar… mas apenas para um lado.

Face às críticas de um número significativo de equipas em relação ao tipo de pneus fornecidos esta época – têm um desgaste demasiado rápido e condicionam as performances dos carros, argumentam… – , a Pirelli nunca esteve em posição confortável e muito menos a dar a imagem que qualquer fabricante ambiciona junto dos seus clientes. E terá tentado já corrigir a trajetória para a qual foi “empurrada” sem medir bem as consequências… sofrendo um enorme desgaste que não desejava.

No meio de tanta “borracha queimada”, se há quem fale num previsível adeus à F.1 para breve do construtor italiano, não falta quem, porventura mais dado às teorias da conspiração, acredite numa estratégia da FIA, com este “Pirelligate”, para abrir a porta à entrada, ou regresso, de um “novo” fornecedor de pneus: Bridgestone.

Classificação após GP do Canadá

Pilotos

1º, Sebastien Vettel (Red Bull), 132 pontos

2º, Fernando Alonso (Ferrari), 96

3º, Kimi Raikkonen (Lotus-Renault), 88

4º, Lewis Hamilton (Mercedes), 77

5º, Mark Webber (Red Bull), 69

6º, Nico Rosberg (Mercedes), 57

7º, Felipe Massa (Ferrari), 49

8º, Paul Di Resta (Force India), 34

9º, Romain Grosjean (Lotus-Renault), 26

10º, Jenson Button (McLaren-Mercedes), 25 

Construtores

1º, Red Bull, 201 pontos

2º, Ferrari, 145

3º, Mercedes, 134

4º, Lotus-Renault, 114

5º, Force India, 51

6º, McLaren-Mercedes, 37

7º, Toro Rosso, 20

8º, Sauber, 5

A próxima prova, oitava das 19 do calendário do Mundial’2013, é o Grande Prémio da Grã-Bretanha (30 junho).

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