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Vettel e Red Bull: um segredo bem guardado
Publicado em 15.Oct.2013
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O domínio da dupla Sebastien Vettel/Red Bull na Fórmula 1 que no passado domingo lhe permitiu somar, no Grande Prémio do Japão, a nona vitória da época (quinta consecutiva) – ao jovem alemão basta ser quinto na próxima prova, o GP da Índia, para confirmar a conquista do tetracampeonato – no Mundial’2013 continua, como é habitual em tais circunstâncias, a gerar algumas especulações em torno do segredo que torna os seus monolugares superiores aos da concorrência. Já houve quem aventasse a hipótese de uma pretensa ilegalidade, algo em que nem até alguns adversários acreditam ser possível e, muito recentemente, Toto Wolff, da Mercedes, ao pronunciar-se sobre o salto competitivo dos carros da equipa das bebidas energéticas verificado logo a seguir ao Verão, falou na eventualidade de usarem uma nova programação do mapa do motor Renault, que também equipa os Lotus, e do controlo dos gases de escape. “Foi um grande passo em frente, entre duas a quatro décimas…”, comentou o diretor executivo da equipa alemã.

Na pista de Suzuka, apenas Fernando Alonso e o Ferrari conseguiram impedir que Red Bull e Lotus terminassem nos quatro primeiros lugares, numa jornada em que o piloto espanhol deu, em definitivo, por perdida a discussão do título com Vettel, mesmo se antes falava em adiar ao máximo a festa do rival. Porque a superioridade do Red Bull mantém-se incontornável e tem uma explicação lógica para o desenhador italiano e jornalista Giorgio Piola:

“O monolugar de Adrian Newey [diretor técnico da Red Bull] estreou em Spa-Francorchamps, quando começou a série de vitórias de Vettel, era muito diferente do anterior. Tanto as asas como o fundo plano, os defletores, e mesmo o aproveitamento dos gases de escape para aumentar a pressão aerodinâmica, são outros. A nova versão do RB9 foi concebida por Newey para explorar as caraterísticas dos novos pneus Pirelli usados na segunda metade da temporada”.

Aquele veterano da Fórmula 1 não andará longe da verdade, se recordarmos que Vettel, e mesmo os pilotos da Lotus, não se têm queixado de problemas de pneus, o que releva o trabalho de um dos magos da Fórmula 1 como é Adrian Newey, o engenheiro aeronáutico que fez da equipa Red Bull, no espaço de cinco anos, uma das mais bem sucedidas na história da Fórmula 1.

Fernando Alonso reconhece mérito a Vettel, mas deixa no ar algumas interrogações…

“Veremos melhor o seu valor mais para a frente da sua carreira. Atualmente é o melhor, porque vence todas as corridas e campeonatos, mas não será sempre assim. Veja-se o caso do Lewis Hamilton, que foi muito bem no ano de estreia e quase acabou campeão. Conquistou o título no ano seguinte e a partir daí nunca mais foi campeão. Às vezes um piloto tem carro para vencer, outras vezes não. Hoje, a combinação Vettel/Red Bull é imbatível…”

Classificação do Mundial de F.1 após a 15ª das 19 provas:

Pilotos

1º, Sebastien Vettel (Red Bull), 297 pontos

2º, Fernando Alonso (Ferrari), 207

3º, Kimi Raikkonen (Lotus), 177

4º, Lewis Hamilton (Mercedes), 161

5º, Mark Webber (Red Bull), 148

6º, Nico Rosberg (Mercedes), 126

7º, Felipe Massa (Ferrari), 90

8º, Romain Grosjean (Lotus), 87

9º, Jenson Button (McLaren), 60

10º, Nico Hulkenberg (Sauber), 39

Construtores

1º, Red Bull, 445 pontos

2º, Ferrari, 297

3º, Mercedes, 287

4º, Lotus, 264

5º, McLaren, 83

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