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Vêm aí os Fórmula 1 elétricos
Publicado em 10.Dec.2013
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Estão definidos os contornos da primeira edição do Campeonato de Fórmula E, a Fórmula 1 dos monolugares elétricos com a chancela da FIA (Federação Internacional do Automóvel) que vai abrir, em 2014, a era da sustentabilidade no desporto automóvel. Esta nova competição, com dez provas espalhadas por três continentes, quatro das quais em circuito urbanos, e dez equipas, conseguiu já reunir gente ilustre da F.1 (Alain Prost, Aguri Suzuki, família Andretti, entre outros) e não só (o ator Leonardo Di Caprio, também conhecido pela defesa das questões ambientais, apoia a equipa Venturi) e promete contribuir, em termos de pesquisa tecnológica, para o desenvolvimento ainda mais acelerado dos veículos elétricos.

Neste primeiro ano, o monolugar é igual para todos – Spark-Renault SRT 01E –, mas na segunda época cada equipa poderá desenvolvê-lo, respeitando as especificações técnicas definidas pela FIA. O chassis, construído pela italiana Dallara, em carbono e alumínio, incorpora um motor elétrico desenvolvido pela McLaren, enquanto a conceção das baterias (200 kg de peso) esteve a cargo da Williams. A caixa de velocidades sequencial tem o carimbo da Hewland e a supervisão técnica global do projeto é da Renault Sport Technologies, responsável pelo programna de F1 da Renault Sport. Em matéria de pneus, a Michelin será a fornecedora oficial, sendo que durante a corrida não haverá trocas para reduzir custos.

A aerodinâmica deste F.1 elétrico, cujo peso mínimo é de 800 quilos, foi concebido para que seja fácil aos pilotos fazer ultrapassagens e tanto ao nível da suspensão como da altura do carro solo, os projetistas tiveram em consideração o facto de algumas corridas serem disputadas em pistas urbanas, com passeios por perto e não só…

O motor desenvolverá uma potência máxima de 200 kw, o equivalente a 270 cv, que vai estar disponível apenas nos treinos e na qualificação, já que no modo de corrida (economia de energia) andará pelos 180 cv. A velocidade máxima estimada será de 225 km/hora, sendo que acelera dos 0 aos 100 km/h em 3 segundos!

Os volantes serão algo semelhantes aos da F.1 convencional, com um écran digital que indica diversos parâmetros do monolugar (carga de energia, etc.) e dispõe das patilhas de mudança de velocidades.

Até ao momento, ainda nenhuma equipa anunciou os seus dois pilotos para a época que se inicia em setembro de 2014 e apenas termina na primavera do ano seguinte, mas Alejandro Agag (genro de Jose Maria Aznar, ex-primeiro ministro de Espanha, e proprietário de uma equipa de GP2), manager do campeonato, assegura que haverá nomes conhecidos: “Há um campeão do mundo que quer ser o primeiro a ostentar o título da F.1 e de Fórmula E…”

A verdade é que nomes [de equipas] que já estiveram na F.1, como a Virgin e a Super Aguri, entre outra gente com historial nas corridas em circuito, norte-americanos e europeus, responderam de forma positiva a este desafio, mas outras surpresas estarão reservadas para breve.

A nível mediático, até ao momento um total de 90 canais televisivos já adquiriram os direitos de transmissão das corridas do Mundial de F.1 elétricos.

As 10 equipas

Drayson Racing

China Racing

Andretti Autsport

Dragon Race

E.Dams

Super Aguri

Mahindra Racing

Virgin Racing

Venturi Grande Prix

Audi Sport Abt

 

O calendário do Mundial de Fórmula E 2014-2015

2014

13 setembro – GP da China (Pequim) *

18 outubro – GP Putrajaya (Malásia)

15 novembro – GP Rio de Janeiro (Brasil)

13 dezembro – GP Punta del Este (Uruguai)

2015

10 janeiro – GP Buenos Aires (Argentina)

14 fevereiro – GP Los Angeles (Estados Unidos) *

14 março – GP Miami (Estados Unidos)

9 maio – GP Monte Carlo (Mónaco) *

30 maio – GP Berlim (Alemanha)

27 junho – GP de Londres (Reino Unido) *

(*) circuitos urbanos

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