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Tiago Monteiro não fez milagres em casa
Publicado em 03.Jul.2013
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A sorte não esteve com Tiago Monteiro e a equipa oficial da Honda na passagem do WTCC (Mundial de Carros de Turismo) por Portugal, já que no Circuito da Boavista o domínio dos Chevrolet Cruze foi absoluto e os problemas de motor nos dois Civic oficiais, repartidos entre os treinos e a corrida, estiveram na origem de uma jornada para esquecer nas hostes do construtor japonês. Mais leves 30 quilos face às jornadas anteriores – para compensar as performances menos conseguidas até então, como está regulamentado –, esperava-se que os Civic pudessem, finalmente, rivalizar com os Chevrolet Cruze na discussão da vitória, mas, no fim de contas, essas expetativas estiveram bem longe de se tornar realidade, mesmo tratando-se de um circuito urbano e, portanto, um pouco mais sinuoso, o que em teoria lhes era favorável.

É verdade que Tiago viu o seu desempenho condicionado a partir do momento em que ficou com o turbo partido nos treinos livres e, depois, na qualificação o motor ainda não se encontrava em perfeitas condições, atirando-o para o fundo da grelha de partida. O piloto portuense fez a recuperação possível nas duas corridas, arriscando bastante em algumas ultrapassagens, mas ficou evidente que em condições normais muito dificilmente teria carro para discutir um lugar no pódio. Aliás, enquanto o turbo não cedeu, o seu colega de equipa Gabriele Tarquini nunca teve andamento para rivalizar com os Chevrolet, ao volante dos quais Yvan Muller e James Nash subiram ao lugar mais alto do pódio.

Com ou menos peso de lastro, os carros da ex-equipa oficial da Chevrolet continuam a ser os mais rápidos e mais homogéneos, quaisquer que sejam as caraterísticas dos circuitos, numa época de estreia, a tempo inteiro, da Honda e cujo calcanhar de Aquiles ainda está no motor, sem dúvida um dos pontos a necessitar de uma maior evolução, quando restam cinco jornadas (Argentina, Estados Unidos, Japão, China e Macau) para o termo da época.

Para 2014 está garantida a chegada da Citroen ao WTCC com uma estrela que dá pelo nome de Sebastien Loeb, o que vai contribuir para revitalizar o campeonato, numa altura em que a Seat também faz planos para o regresso às corridas em que já alcançou grandes sucessos.

Classificação do Mundial (após sete jornadas)

1º, Yvan Muller (Chevrolet Cruze), 282 pontos

2º, Michel Nykjaer (Chevrolet Cruze), 160

3º, James Nash (Chevrolet Cruze), 138

4º, Robert Huff (Seat Leon), 135

5º, Gabriele Tarquini (Honda Civic), 134

11º, Tiago Monteiro (Hodna Civic), 62

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