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Ralis: Ogier à beira do título mundial
Publicado em 05.Aug.2013
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No rali de terra mais rápido do Campeonato do Mundo, o da Finlândia, Sebastien Ogier venceu e fez história, ficando cada vez mais próximo da conquista do título mundial quando restam ainda cinco jornadas para o termo da temporada. O domínio do piloto francês e da Volkswagen tem sido mais do que evidente, marcando uma diferença significativa para a concorrência, de tal modo que, matematicamente, poderá festejar o título ainda este mês (22/25 agosto), nos pisos de asfalto do Rali da Alemanha, a nona prova da época. Para isso, além de um novo triunfo, Ogier necessita de uma conjugação de fatores para poder confirmar por antecipação a conquista do seu primeiro título, mas tal não o preocupa, embora admita que seria óptimo…

Claro que espero que o título chegue o mais rápido possível, para a partir daí poder aproximar-me mais dos limites. Esse é o outro grande salto”, confessou o piloto da Volkswagen depois de concretizado o sonho de vencer o Rali da Finlândia (ex-Mil Lagos), juntando-se ao restrito lote de pilotos não nórdicos que foram capazes de destronar os locais no seu “quintal”: Carlos Sainz, Didier Auriol e Sebastien Loeb.

E se até ao momento a superioridade do líder do campeonato tem sido avassaladora, a situação não deverá alterar-se quando já tiver o título no bolso, pois como ele próprio revelou, ainda dispõe de uma reserva no seu andamento para explorar, podendo então fazê-lo livre de qualquer pressão…

Até ao momento, Sebastien Ogier, vitorioso cinco vezes, apenas não ganhou os ralis de Monte Carlo, da Argentina e da Grécia, sendo que neste último regista a única desistência. Na Finlândia, sem dúvida a prova em piso de terra mais difícil do campeonato, sobretudo para os não nórdicos, geriu de modo inteligente a sua corrida e até estabeleceu, por exemplo, um novo recorde no famoso troço cronometrado de Ouninpohja, que nos seus 33 quilómetros de extensão tem 169 saltos e permite alcançar médias, imagine-se, de 130 km/hora!

E a concorrência? Mais uma vez, dececionou, exceção feita ao belga Thierry Neuville, que até chegou a passar pela liderança. O jovem piloto da equipa que representa a Ford foi a grande revelação – terminou no segundo lugar, a 36,6 segundos do vencedor –, ofuscando por completo os colegas Mads Ostberg, que tarda em afirmar-se como piloto capaz de vencer ralis, e o irregular Evgeny Novikov. De resto, na Citroen Mikko Hirvonen, de quem se esperava um regresso à ribalta no “seu” rali, voltou a passar quase despercebido. Ainda assim, conseguiu estar melhor que o espanhol Dani Sordo, este uma verdadeira sombra do piloto que noutros tempos só não ganhava por ter Loeb como colega de equipa… Jari Matti-Latvala, o companheiro de Ogier na VW, seria um forte candidato à vitória, mas também não esteve ao seu melhor nível.

Perante uma concorrência que poucas vezes, este ano, foi capaz de lhe criar verdadeiras dificuldades, Ogier mais não tem feito do que ser igual a si próprio e abrir caminho, quem sabe, para escrever parte de uma história como sucessor de… Loeb. 

Classificação do Mundial após 8 das 13 provas:

1º, Sebastien Ogier (VW), 181 pontos

2º, Jari Matti-Latvala (VW), 91

3º, Thierry Neuville (Ford), 91

4º, Mikko Hirvonen (Citroen), 73

5º, Dani Sordo (Citroen), 69

6º, Sebastien Loeb (Citroen), 68

7º, Mads Ostberg (Ford), 65

8º, Evgeny Novikov (Ford), 39

Marcas

1º, Volkswagen, 251 pontos

2º, Citroen, 196

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