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Que o poder não caia na rua!
Publicado em 09.Apr.2013
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A morte, esta segunda-feira, de Luiz Pinto de Freitas, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), vítima de acidente vascular cerebral, vem abrir um novo capítulo, assaz conturbado ou, até, mais desafiante do que nunca, na história da entidade gestora do desporto automóvel nacional. Discípulo de César Torres, foi diretor-geral no mandato de Vasconcelos Tavares, assumindo, depois, a presidência do organismo de 2006 até agora e estava a cumprir o que ele próprio considerara o seu último mandato. Polémico e frontal, nunca deixou de defender aquilo que considerava – nem sempre bem… – ser o melhor caminho para a modalidade, num percurso que começou, nos últimos tempos, a ser menos truculento. E os diversos agentes do desporto automóvel não deixaram de saudar essa nova fase que, infelizmente, não foi levada até ao fim.

A gestão financeira de Luiz Pinto de Freitas na FPAK sempre foi motivo de fortes críticas de uma grande parte dos associados (clubes organizadores, pilotos, etc.), chegando a correr nas redes sociais e não só a tabela dos ordenados milionários (!) de alguns funcionários – presidente incluído –, em perfeito contraste com as dificuldades que já então se viviam. E só os sucessivos recursos a créditos bancários terão permitido governar a casa quando os efeitos da crise se começaram a fazer sentir, com reflexos na diminuição de receitas resultantes da quebra do número de provas, de competições monomarca e de praticantes (pilotos).

Com o desaparecimento de Luiz Pinto de Freitas, será natural que, dentro em breve, os atuais dirigentes da FPAK convoquem uma assembleia geral para marcação de eleições e espera-se que até lá seja conhecido o resultado de uma auditoria (ainda em curso) à situação financeira do organismo. E há quem tema uma surpresa desagradável…

De qualquer modo, e independentemente desse desfecho, exige-se bom senso e, acima de tudo, que o poder não caia na rua, à mercê de qualquer aventureiro ou vendedor de ilusões nestes tempos de dificuldades económicas.

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