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Pikes Peak: o sonho americano de Loeb
Publicado em 22.Apr.2013
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O novo grande desafio de Sébastien Loeb, o nove vezes campeão mundial de ralis, dá pelo nome de Pikes Peak e é uma das competições motorizadas mais antigas dos Estados Unidos (depois das 500 Milhas de Indianápolis) e cuja edição 91 se realiza no próximo dia 30 de junho. Trata-se de uma rampa com 19,98 quilómetros de extensão, 156 curvas e a meta está localizada a uma altitude de 4.300 metros. Loeb vai guiar um Peugeot 208 com motor a gasolina V6 biturbo que debita 850 cavalos de potência, preparado especificamente para esta competição e vai ser inscrito na classe “Sem Limites”.

“A minha carreira tem sido marcada por muitos desafios e são os novos que me motivam. É nesse contexto que surge Pikes Peak. Admito que já tinha esta corrida há algum tempo na minha mente, fazendo parte de um grupo de provas ‘exóticas’, cujos nomes ainda quero manter em segredo…”, refere o piloto francês.

A Peugeot, agora integrada no Grupo PSA de que faz parte também a Citroen, tem uma história de sucesso na prova norte-americana, ao bater, em 1988, o recorde de 10m47,22s que estava na posse da Audi e fê-lo através do finlandês Ari Vatanen, com o 405 Turbo 16, cujo desempenho ainda hoje pode ser recordado através de vídeo, numa subida impressionante, então com o traçado da prova em piso de terra – hoje a estrada está asfaltada! – rumo às… nuvens. A marca do leão venceu também no ano seguinte com o norte-americano Bobby Unser, mas sem melhorar o recorde. Este está agora na posse de Rhys Millen, com um Hyundai, que no ano passado o colocou em 9m46,164s. O grande desafio de Loeb será bater esse registo…

“Pikes Peak é como se uma pessoa quisesse escalar o Monte Branco por estrada com um carro de corrida! Há mais de 150 curvas, a partida está situada a mais de 2.000 metros e a meta a mais de 4.300, havendo curvas cegas e precipícios impressionantes. Depois, na categoria ‘Sem Limite’ é quase tudo permitido, desde as duas às quatro rodas motrizes, turbo ou não, protótipos ou silhuetas. Gosto desta diversidade ou da ideia de guiar um veículo atípico ou cuja filosofia é diferente da que eu já conheço. Aliás, não esqueço que esta participação é possível com a Peugeot, mas também graças à Citroen”.

A única vitória francesa em Pikes Peake foi conquistada por Michèle Mouton, em 1985, e esse constitui outro motivo para que o sonho americano do piloto mais vitorioso de sempre da história dos ralis seja concretizado em 30 de Junho próximo.

“Se há uma coisa que eu conheço de Pikes Peak é a performance de Ari Vatanen. É impressionante ver até que ponto o filme da época marcou o espírito das pessoas. Ser agora, de algum modo, responsável por transportar essa bandeira não é trivial, mas dá-me um sabor especial e mais ainda quando se sabe que a única vitória francesa, de Michèle Mouton, remonta a 1985 e outros tentaram ganhar nos últimos anos. Espero conseguir dentro de poucos meses…”

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