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O miúdo atrevido que já ganhou peso
Publicado em 08.May.2013
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Correram mundo as imagens da temerária ultrapassagem, a roçar os limites da legalidade, de Marc Marquez (Honda) a Jorge Lorenzo (Yamaha) em Jerez, no recente Grande Prémio de Espanha de MotoGP, naquele que foi o assalto ao segundo lugar de uma corrida ganha por Dani Pedrosa (Honda) e que permitiu ao primeiro ascender à liderança do Campeonato do Mundo. “Mal viu o buraco, é normal que tenha tentado. Isto não é ténis, são corridas…”, comentou o holandês Wilvo Zeelenberg, “patrão” de Lorenzo na equipa oficial da Yamaha, enaltecendo a determinação do miúdo que está na sua primeira época, depois de uma trajetória de sucesso nas classes inferiores (campeão mundial de 125cc e de Moto2), na classe rainha e promete ser um dos protagonistas da luta pelo campeonato.
Quando estão cumpridas apenas três provas, Marquez já entrou para a história, porque logo na segunda, em Austin, nos Estados Unidos, venceu, tornando-se no piloto mais jovem a triunfar em MotoGP e agora é também o mais precoce a comandar a tabela classificativa.
“Eu já me havia conformado com o terceiro lugar, mas vi que o Jorge [Lorenzo] me abriu a porta e pensei ‘tenta’. E tentei…”, recorda Marquez sobre o momento decisivo da corrida de Jerez de La Frontera, de nada lhe valendo, depois, um pedido de desculpas a Lorenzo, que não mais lhe dirigiu palavra a partir de então. A agressividade do jovem natural de Cervera, nos arredores de Lérida (Espanha), não foi nem mais nem menos que uma cópia de “filmes” já vistos e que tiveram no papel de maus da fita nomes célebres das duas rodas, como Michael Doohan fez a Alex Crivillé em 1996, Valentino Rossi a Sete Gibernau em 2005 ou Jorge Lorenzo a Dani Pedrosa em 2010…
Contratado pela Honda o ano passado, Marc Marquez teve uma estreia auspiciosa no Catar e pouco antes da corrida, Shuei Nakamoto, vice-presidente da marca japonesa, despedia-se dele nestes termos: “Vemo-nos no pódio…”. E assim foi. “Nakamoto tem muita confiança em mim…”, confidenciou o jovem piloto espanhol.
Um dos seus maiores admiradores é já o “veterano” Valentino Rossi que neste seu regresso à Yamaha procura relançar uma carreira ofuscada pela passagem pela Ducati, e ainda antes de iniciada a época lançava uma espécie de aviso a quem tinha ambições de terminá-la  como campeão de MotoGP:
“Hoje dei conta, ao ver Marc [Marquez] em pista de que veio para ganhar o título… e estou a referir-me ao deste ano”, disse o italiano no Inverno, quando os pilotos do Mundial fizeram testes na pista malaia de Sepang.
Com 20 anos completados a 17 de Fevereiro, o miúdo que aos 4 anos pediu como prenda de Natal uma moto a gasolina –  elétrica não queria!… –, na qual foram aplicadas as rodas laterais como tinha na sua bicicleta para evitar quedas, já não necessita de peso adicional para chegar ao mínimo regulamentar do conjunto piloto/moto (136 kg), como sucedia em 2007, quando pilotava uma KTM de 125cc no Campeonato de Espanha de Velocidade. Em 2008, para a estreia no Mundial (de 125cc), submeteu-se a um programa para ganhar massa corporal.
Hoje, Marc Marquez, o miúdo atrevido, já tem peso suficiente no pelotão de MotoGP para ser uma das figuras da época 2013 e desafiar os mais velhos na luta pelo título mundial.

Mundial de MotoGP (após 3 provas)

1º Marc Marquez (Honda), 61 pontos

2º Dani Pedrosa (Honda), 58

3º Jorge Lorenzo (Yamaha), 57

4º Valentino Rossi Honda), 43

5º Cal Crutchlow (Yamaha), 35

6º Alvaro Bautista (Honda), 28

7º Andrea Dovizioso (Ducati), 26

8º Nicky Hayden (Ducati), 24

9º Alex Espargaro (ART), 17

10º Andrea Ianone (Ducati), 13

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