• Facebook
  • Google Plus
  • Apple
  • Android
  • Mobile
  • RSS
O grande desafio dos pneus na Fórmula 1
Publicado em 01.May.2013
Seja o primeiro
a comentar
este artigo.

A Fórmula 1 continua a ser o expoente máximo do desporto automóvel em termos de tecnologia, dela nascendo, até, algumas soluções que têm sido introduzidas nos veículos do dia a dia. E no passado, tal como agora, há sempre novos e constantes desafios no Campeonato do Mundo para quem faz das vitórias a sua profissão de fé, sendo que nesta época de 2013 os pneus têm constituído um quebra-cabeças para as equipas e os pilotos. É certo que são iguais para todos, até porque há um fornecedor único (Pirelli) que define previamente o tipo de misturas (macio, super-macio, médio ou duro em piso seco; intermédio ou chuva para molhado) a utilizar em cada Grande Prémio, mas a partir daí compete às equipas/pilotos gerir e estabelecer estratégias para retirar o melhor partido possível, dos treinos à corrida, dos pneus que lhes são entregues.

Por outras palavras, não chega dispor de um monolugar rápido e eficiente, como outrora acontecia, porque na Fórmula 1 atual não é possível andar a fundo da primeira à última volta… simplesmente porque os pneus, concebidos pelo fabricante para duas ou três paragens nas boxes, nunca resistiriam. Agora, se no início do Grande Prémio cada piloto tem direito a 11 jogos de pneus (6 do tipo de mistura dura e 5 da macia), restando depois um total de seis jogos (três de cada composto, duro e macio) para a corrida de domingo, há que definir muito bem qual o rumo a seguir. O primeiro passo, como se tem visto nesta primeiras quatro provas – há mais 15 até ao termo da temporada… – é acertar o carro, em termos de afinações, para que seja rápido e eficaz de acordo com as características da pista, mas sem “comer” demasiado os pneus… Algumas equipas queixavam-se, quanto a nós sem razão, porque todas elas estão nas mesmas circunstâncias, que o pneu duro da Pirellli era… demasiado macio, ou seja tinha um desgaste muito rápido. Houve, contudo, quem soubesse tirar partido da especificidade dos pneus, explorando todo o seu potencial de funcionamento à temperatura para a qual foram projetados, como Kimi Raikkonen e a Lotus fizeram na Austrália.

“Aqui [GP do Barém] conseguimos ser eficientes, pois tivemos sucesso com os pneus. Numa próxima prova, poderá ser outra equipa… É por isso que a definição do título vai durar até às últimas corridas”, referia Christian Horner, o diretor-desportivo da Red Bull, no final da prova barenita, ganha por Sebastien Vettel.

Cedendo ao pedido das equipas, a Pirelli, concluído o balanço da primeira fase do campeonato, anunciou que a partir do GP de Espanha (12 de Maio) o pneu duro vai ter o seu composto alterado, para torná-lo mais duro.

De qualquer modo, seja qual for o tipo de mistura designada para um determinado GP, o grande desafio lançado às equipas (ganhadoras, claro está!…) estará sempre no acerto do carro em função do traçado da pista e do tipo de pneus utilizados, para que estes não derretam de forma prematura, implicando levantar o pé e… maior número de idas à boxe para trocá-los, o que implica perder tempo. É que o cronómetro não pára desde que as luzes verdes surgem no semáforo…

Envie o seu comentário

Todos os comentários que colocar mostram o seu nome. Ao enviar um comentário está a aceitar os nossos Termos e Condições.

*Campos obrigatórios