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Kubica: “Rali de Portugal será o mais difícil”
Publicado em 19.Mar.2013
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Robert Kubica, o ex-piloto de Fórmula 1 que esta época no seu regresso a tempo inteiro às competições – depois do grave acidente sofrido no Rali Ronde de Andora, em Itália, em 2011 – optou pelos ralis, tendo assinado contrato com a Citroen, reconhece que o Rali de Portugal será uma espécie de enigma que ele terá de desvendar aos poucos… O polaco, que este fim de semana (21/23 março) entra em ação no Rali das Canárias, primeira das quatro provas do Europeu incluídas no seu programa desportivo com um Citroen DS3 RRC, disputará ainda quatro etapas do Mundial WRC2, a começar em Portugal.

“Todos os ralis serão novos para mim, mas este ano o de Portugal será o mais difícil. Embora haja quem afirme que eu já testei em terra, a verdade é que ainda não tive oportunidade de o fazer. Apenas temos previsto um teste para depois do Rali das Canárias. O Rali de Portugal será a minha primeira prova no Campeonato do Mundo, o meu primeiro rali de terra e a primeira vez que disputarei classificativas extensas, uma das quais tem mais de 50 quilómetros. Portanto, teremos que aprender muitas coisas”, disse Kubica numa conferência de imprensa em Varsóvia, para apresentação do seu programa desportivo para 2013.

Este será uma espécie de ano zero para o antigo piloto de F.1 da BMW e da Lotus, que reconhece ter um longo caminho a percorrer nos ralis, contando com a ajuda do seu compatriota e experiente navegador Maciek Baran.

“O meu objetivo é simples: aprender, aprender e aprender. A experiência é essencial, muito mais importante do que noutras especialidades. Nos circuitos damos muitas voltas e acabamos por memorizar o traçado, mas nos ralis há que confiar plenamente nas ‘notas’. Vai ser importante trabalhar o meu sistema de ‘notas’ que creio pode ser melhorado e essa é a chave do êxito”.

O ex-piloto de Fórmula 1 confessa não ter sido uma decisão fácil trocar os circuitos pelos ralis, mas deixa em aberto um eventual regresso às origens, que é como quem diz às competições em pista…

“Sempre me comprometi a cem por cento em tudo o que faço na vida e na minha chegada aos ralis não será diferente, mas não penso deixar de correr nas outras especialidades. Provavelmente ainda vou testar em circuitos este ano, mas apenas se o tempo disponível me permitir”.

Depois da longa recuperação das sequelas sofridas no braço direito ao nível do cotovelo e da mão, resultantes do acidente no rali italiano com o Skoda Fabia S2000 – o carro despistou-se e um rail que delimitava a estrada entrou no habitáculo pela parte frontal –, Kubica estava desejoso de poder regressar ao desporto automóvel.

“Para mim, o mais importante era voltar a competir ao mais alto nível o mais depressa possível. Parece-me que a Fórmula 1 tem um nível superior ao do Campeonato do Mundo de Ralis, embora, na realidade, não seja possível comparar os dois, por serem de especialidades muito diferentes. Seria como comparar um dos melhores maratonistas com os atletas que correm os 100 metros nos Jogos Olímpicos…”

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