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Fórmula 1: O ressuscitar da Mercedes
Publicado em 29.Jul.2013
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Quando o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 entra na sua pausa de Verão para férias – regressará a 25 de agosto, no Grande Prémio da Bélgica, em Spa-Francorchamps –, antecedendo a segunda metade da época, com nove provas, eis que surge uma forte e séria ameaça ao “reinado” de Sebastien Vettel e da Red Bull. A jornada da Hungria, este último fim de semana, ganha de forma categórica por Lewis Hamilton, veio colocar em evidência o poderio da Mercedes, que ao conseguir a sua terceira vitória do ano parece ter ressuscitado. E se é verdade que o piloto inglês gosta particularmente do traçado de Hungaroring, no qual já havia ganho três vezes, só isso não chega para justificar a “performance” da equipa alemã, que terá descoberto o caminho certo, em termos de soluções técnicas, tanto a nível da suspensão como da aerodinâmica, para extrair o máximo rendimento dos pneus Pirelli. Na pista húngara, Hamilton começou por conquistar a “pole position”, para depois, na corrida, impor sempre o ritmo que mais lhe convinha na liderança para triunfar por margem confortável.

Agora, como se viu no circuito magiar, o Mercedes, que já em performance pura pouco ou nada ficava atrás dos mais rápidos, como os Red Bull ou os Lotus, passou a ter “pilhas” para manter essa consistência ao longo da corrida e ser um sério candidato à discussão das vitórias.

Aliás, os triunfos anteriores de Nico Rosberg, no Mónaco e em Inglaterra (Silverstone), refletiram, sem dúvida, a espiral de progresso da Mercedes, mas agora, perante um dado novo e crucial na avaliação do desempenho do monolugar germânico, como foi a elevada temperatura da pista (51 graus no asfalto), desfizeram-se as dúvidas. No Grande Prémio mais quente até ao momento, Hamilton tirou partido do carro sem que os pneus se deteriorassem melhor do que ninguém, para bater um Kimi Raikkonen que esteve no seu melhor, tal como a Lotus, e ainda Sebastien Vettel e a Red Bull, os quais ficaram mais líderes de ambos os campeonatos.

O tricampeão saiu da Hungria com as ambições intactas, até porque, como ficou claro mais uma vez, o seu monolugar continua a ser uma referência – quando não ganha está na discussão dos primeiros lugares… –, mas o resultado da Mercedes deixa-o algo preocupado. Hamilton perfila-se, mas nove provas que restam, como um rival a ter em conta na luta pelo título, mesmo que some já 48 pontos de desvantagem, contra 39 de Fernando Alonso e 38 de Kimi Raikkonen.

Aparentemente, a Mercedes poderá ter chegado tarde ao momento, em termos de competitividade, que tanto ambicionava desde o início do campeonato, mas com muitos pontos ainda em discussão fica, pelo menos, a perspetiva de uma segunda metade da temporada recheada de motivos de interesse. Em queda, ou pelo menos em fase de aparente estagnação, está a Ferrari, para desespero de Alonso (já venceu este ano na China e em Espanha, entre Abril e Maio), que vê, aos poucos, os adversários ganharem-lhe terreno. E até reconhece que apenas um milagre lhe pode permitir manter-se com hipóteses de lutar pelo título, atendendo à atual superioridade de Red Bull, Mercedes e Lotus.

Numa tentativa de reagir e procurar a competitividade que lhe tem faltado, a Ferrari anunciou, agora, a contratação de James Allison (ex-Lotus), cuja entrada em funções como novo diretor-técnico ocorrerá a 1 de setembro próximo, para se concentrar nos chassis. Trata-se de um regresso à equipa italiana, na qual já trabalhara com Michael Schumacher, sendo também um velho conhecido de Fernando Alonso dos tempos em que ambos coincidiram na Renault.

Veremos, a 25 de Agosto, o que nos reserva o Grande Prémio da Bélgica… 

Classificação após 10 das 19 provas do Mundial

1º, Sebastien Vettel (Red Bull), 172 pontos

2º, Kimi Raikkonen (Lotus Renault), 134

3º, Fernando Alonso (Ferrari), 133

4º, Lewis Hamilton (Mercedes), 124

5º, Mark Webber (Red Bull), 105

6º, Nico Rosberg (Mercedes), 84

7º, Felipe Massa (Ferrari), 61

8º, Romain Grosjean (Lotus Renault), 49

9º, Jenson Button (McLaren Mercedes), 39

10º, Paul di Resta (Force India), 36

Construtores

1º, Red Bull, 277

2º, Mercedes, 208

3º, Ferrari, 194

4º, Lotus Renault, 183

5º, Force Índia, 59

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