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Fórmula 1: flechas de prata estão de volta
Publicado em 21.Apr.2014
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Com uma eficácia digna de registo, a Mercedes tem vindo a exercer um domínio avassalador no Mundial, deixando claro que foi quem melhor se adaptou à profunda revolução operada a nível técnico em 2014 nos regulamentos da Fórmula 1. Como ficou claro este domingo no GP da China, ganho por Lewis Hamtilon, com o seu colega Nico Rosberg – vencedor da prova de abertura da época, na Austrália – a conquistar a segunda posição, os flechas de prata estão de volta e a questão do momento, face a tamanha superioridade, é se conseguirão mantê-la. E não falta quem prognostique que o longínquo recorde da McLaren, estabelecido em 1988, ao vencer 15 dos 16 GP da temporada, pode estar em risco. Há 26 anos, Ayrton Senna (13 poles e 8 vitórias) e Alain Prost (2 poles e 7 vitórias) apenas deixaram escapar para a Ferrari, precisamente um mês depois da morte do comendador Enzo Ferrari, o triunfo no GP de Itália, em Monza, mas por circunstâncias muito específicas: Prost teve os únicos problemas de motor da época e Senna, já com uma vantagem considerável sobre Gerhard Berger e à beira da vitória, viu-se tocado, irremediavelmente, para fora da pista por Jean-Louis Schlesser. Aos 35 anos, este piloto de reserva da Williams cumpria na pista italiana a sua única corrida do ano e fez, então, uma manobra considerada absurda que originou a desistência do brasileiro.

Nesta nova era de 2004 na F.1, em quatro provas a Mercedes conquistou igual número de pole positions, de vitórias e liderou em todas as voltas percorridas até ao momento, o que não deixa de ser extraordinário. Ainda há muitíssimo campeonato pela frente, é verdade, mas o bom momento de forma dos flechas de prata desde o arranque da época constitui um excelente prenúncio e se os adversários, como a Red Bull ou a Ferrari, dão sinais, como sucedeu na recente corrida de Xangai, de evidentes progressos, quem já vai na frente não deixará de trilhar o mesmo caminho, em termos de trabalho, para, no mínimo, conservar essa vantagem.
“O carro é verdadeiramente incrível e os resultados que estamos a conseguir são fruto do duro trabalho desenvolvido pela equipa”, disse Lewis Hamilton, no final da corrida chinesa, quando obteve a terceira vitória consecutiva da época.
Outro dos factos marcantes foi, sem dúvida, a reação de Sebastien Vettel (5º no final), o tetracampeão mundial (2010, 2011, 2012 e 2013), quando a equipa Red Bull lhe deu indicações para deixar passar o seu colega Daniel Ricciardo (4º classificado), que estava bem mais rápido, e ele fez… de conta durante algum tempo e questionou, inclusive, o seu engenheiro sobre tal decisão. Até agora, o jovem australiano – injustamente privado do segundo lugar na primeira corrida do ano, na Austrália, já que a FIA [Federação Internacional do Automóvel] considerou que o motor do seu Red Bull consumira mais combustível que o valor regulamentado –, promovido no final de 2013 à equipa principal da marca de bebidas energéticas, tem justificado a aposta. E já deixou claro que o “chefe” Vettel nunca irá ter a vida facilitada…
A próxima prova, primeira da época na Europa, será o GP de Espanha (Barcelona), a 11 de maio.

Classificação do Mundial de F.1 após a 4ª das 19 provas:
Pilotos
1º, Nico Rosberg (Mercedes), 79 pontos
2º, Lewis Hamilton (Mercedes), 75
3º, Fernando Alonso (Ferrari), 41
4º, Nico Hulkenberg (Force India), 36
5º, Sebastien Vettel (Red Bull), 33
6ºs, Daniel Ricciardo (Red Bull) e Valteri Bottas (Williams), 24
8º, Jenson Button (McLaren), 23
9º, Kevin Magnusson (McLaren), 20
10º, Sergio Perez (Force India), 18
Construtores
1º, Mercedes, 154 pontos
2º, Red Bull, 57
3º, Force India, 54
4º, Ferrari, 52
5º, McLaren, 43

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