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De Le Mans à Boavista com terra e pó pelo meio
Publicado em 25.Jun.2013
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Numa semana recheada de competições, os holofotes, ainda antes de um acontecimento único como as 24 Horas de Le Mans, começaram por estar focados no veredito do Tribunal da FIA (Federação Internacional do Automóvel) referente ao caso “Pirelligate”, com a equipa de Fórmula 1 da Mercedes – e, já agora, ainda que em posição algo distinta, também a própria marca fabricante dos pneus – sentada no banco dos réus por, recorde-se, ter feito testes de pneus com os seus monolugares de 2013 e os respetivos pilotos logo a seguir ao último GP de Espanha, ou seja, já com o Mundial de F.1 a decorrer. O que é, determinantemente, proibido. Um eventual castigo à equipa alemã poderia ir desde a perda de pontos a uma pesada multa pecuniária, mas nem uma coisa nem outra lhe foi aplicada. Simplesmente, uma repreensão, depois de os juízes terem ouvido as partes envolvidas e analisado o processo.

O desfecho do “Pirelligate” não foi, quanto a nós, uma surpresa, apesar da forte contestação tanto da Red Bull como da Ferrari, as duas equipas que exigiram uma tomada de posição da FIA quando souberam dos testes “secretos” da Mercedes com a Pirelli, pois desde o primeiro momento que Ross Brawn, o experiente diretor-desportivo da equipa alemã, se revelou muito seguro. E veio a perceber-se que se a Mercedes aceitou o convite da Pirelli para os referidos testes, antes de dizer “sim” obteve garantias (escritas!) de que não iria ser penalizada…

Em Le Mans, a corrida dos 90 anos das 24 Horas ficou marcada pela tragédia logo à terceira volta, na sequência do despiste fatal do dinamarquês Allan Simonsen, que levou o seu Aston Martins Vintage a bater nos rails com grande violência na zona do Tertre Rouge. A Audi, que havia monopolizado as três primeiras posições da grelha de partida e assumia o papel de indiscutível favorita, confirmou em pista a sua superioridade, permitindo ao dinamarquês Tom Kristensen, que fez equipa com o escocês Allan McNish e o francês Loic Duval no R18 e-Tron Quattro número 2, fixar um novo recorde de vitórias nesta clássica de resistência: 9. A Toyota, depois dos problemas surgidos nas primeiras horas de corrida em dois dos três Audi, ainda alimentou ténues esperanças de causar surpresa, mas em vão, acabando nos segundo e quarto lugares, sem andamento para o ritmo dos adversários. Para a Audi, esta foi a 12º vitória em Le Mans e a quarta consecutiva Os dois pilotos portugueses tiveram sortes distintas e se Pedro Lamy (Aston Martin Vintage) foi forçado a desistir com problemas de motor, Rui Águas (Ferrari 450 Itália) terminou num modesto 38º lugar e penúltimo da categoria LM GTE Am. 

Momento de grandes decisões nos ralis

Nas classificativas de terra do Rali da Sardenha, sétima das 13 provas do Mundial, Sébastien Ogier e a VW voltaram a não dar hipóteses à concorrência, finalizando com uma “dobradinha”, pois Jari Matti-Latvala secundou o líder do Mundial, ficando o último lugar do pódio na posse do belga Thierry Neuville (Ford Fiesta). A Citroen, com Dani Sordo e Mikko Hirvonen (desistiu), esteve longe de incomodar a equipa alemã, o mesmo se podendo dizer da Ford. E já circulam rumores de que, face ao fraco “aproveitamento” dos seus pilotos, está a ser equacionada a possibilidade de Sébastien Loeb poder vir a disputar mais ralis (tem apenas previsto o de França) até ao fim do campeonato… Mas parece pouco provável que o nove vezes campeão do mundo de ralis – soma mais pontos nos três ralis que já disputou esta época que os pilotos da equipa em sete… – que arranje espaço na sua agenda desportiva para o fazer, dado o seu empenho no Campeonato de GT e não só. Entretanto, até ao final deste mês de Junho a Citroen vai confirmar ou não se em 2014 disputará o WTCC (Mundial de Turismos) com… Sébastien Loeb.

Com a VW a dominar a cena dos ralis de uma forma que não estaria nas suas previsões, o que a terá levado já a decidir congelar o desenvolvimento do Polo R WRC até ao final do próximo ano, resta saber se tanto a Citroen como a Ford, face a este cenário, decidirão continuar nos ralis em 2014, ano em que está prevista a chegada da Hyundai.

Com 64 pontos de avanço para o seu colega Latvala, Sébastien Ogier tem o campeonato na mão, tal como a Volkswagen, quando restam ainda seis provas. Um panorama, em termos de futuro, pouco interessante… 

Miguel Barbosa 3X3

No Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, terceira prova e… terceira vitória da temporada para a dupla Miguel Barbosa/Miguel Ramalho, com o Mitsubishi Racing Lancer, na Baja Terras de Alcoutim. Num percurso bastante duro, que provocou mossas em quase todos os competidores, o pentacamepão nacional dominou por completo a concorrência, para terminar na frente de Hélder Oliveira/Filipe Palmeiro (BMW Serie 1 Proto), Pedro Grancha/Inês Ponte (BMW Evo X1) e Nuno Matos/Filipe Serra (Opel Mokka Proto). Barbosa destaca-se cada vez mais numa competição que começa a tornar-se algo monótona… 

Refletir sobre o futuro das corridas portuenses

O Grande Prémio Histórico do Porto – com um “plantel” fraquinho, talvez fruto da crise, porque ele custa bom dinheiro… e promotores que o garantam não devem faltar, designadamente em Inglaterra –, este último fim de semana, animou o chamado Circuito da Boavista, numa espécie de aquecimento para o evento principal e seguinte (28/29/30 de Junho), cujo ponto alto do programa será o WTCC (Mundial de Turismos), com Tiago Monteiro & Companhia. A grande dúvida, por agora, é se daqui a dois anos, já sem Rui Rio na presidência da Câmara do Porto, as corridas no circuito urbano portuense vão manter-se.

É inegável que Rio, agora prestes a terminar o seu último mandato na edilidade da Invicta, foi o obreiro da reabilitação do Circuito da Boavista, preparando-se para deixar ao seu sucessor um património valioso – talvez pudesse sê-lo ainda mais, caso a câmara tivesse mais dinâmica para explorar melhor a vertente comercial… – como estes dois eventos, que poderá ser desperdiçado ou não. Aparentemente, os três principais candidatos à sucessão de Rui Rio não prometem nada, para já, a não ser refletir quando estiverem na posse de todos os elementos do dossier corridas. Ou seja, nenhum deles quer queimar a travagem na primeira curva… e ficar já com os pneus “quadrados” para o resto da corrida.

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