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Coincidências e falta de bom senso
Publicado em 02.Jul.2013
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O último Grande Prémio de Fórmula 1, o de Inglaterra, domingo passado, em Silverstone, poderia ter acabado mal, na sequência dos problemas de pneus com que se debateram algumas equipas, mas tudo não passou, felizmente, de um mau momento resultante de um imbróglio que poderá ser resolvido a breve trecho. Não é muito normal os pneus, ainda longe do meio da corrida, acabarem por rebentar, como sucedeu, em ocasiões distintas, a Lewis Hamilton, Felipe Massa, Jean Eric Vergne, Esteban Gutierrez e Sérgio Perez. A Pirelli voltou a ficar sob o fogo cruzado das equipas e não só, numa jornada em que Nico Rosberg (Mercedes) venceu pela segunda vez esta época, na frente de Fernando Alonso (Ferrari) e de Mark Webber (Red Bull) – Vettel, o até então líder destacado do Mundial, foi forçado a desistir, com problemas hidráulicos no seu monolugar –, mas ninguém saiu satisfeito.

“Houve um momento em que quando acelerava pensava que se sucedesse alguma coisa estaria nas mãos de Deus”, contou, depois de desistir, quando o pneu traseiro esquerdo se começou a desfazer em plena reta, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari. Os pilotos, e não só, exigiram segurança, tal como a própria FIA (Federação Internacional do Automóvel) reconheceu a urgência de dialogar com a Pirelli e as equipas, para perceber as razões da debilidade dos pneus, para evitar que uma situação idêntica pudesse repetir-se no futuro. O próprio responsável pelo departamento de F.1 da Pirelli, Paul Hembery, reconheceu que algo não estava bem, mas necessitaria de analisar uma série de elementos para explicar o sucedido, o que veio a suceder esta terça-feira e na véspera de reunir no circuito de Nurburgring, onde este próximo domingo (7 julho) se disputa o Grande Prémio da Alemanha, com as equipas, para lhes propor o caminho a seguir.

Hembrey, através de um comunicado, explica que em Silverstone se conjugaram diversos fatores que provocaram um número anormal de problemas com os pneus, a começar pela montagem errada dos mesmos por parte de algumas equipas. Sendo assimétricos, os do lado direito tinham, necessariamente, que ser colocados nesse lado do monolugar e os do lado esquerdo também. A Pirelli admite ter falhado no controlo dessa mesma montagem junto dos seus clientes. Logo a seguir, por ordem de importância, é apontada a pressão dos pneus como outra das causas, já que foram usados valores inferiores aos recomendados face às exigências de uma pista como a de Silverstone, na qual havia algumas zonas, como a curva 4, demasiado agressivas.

“Enquanto aguardamos pelo novo regulamento, vamos passar a produzir pneus de utilização mais simples…”, adianta o mesmo Paul Hembery. E para este GP da Alemanha, em Nurburgring, a solução que vai ser proposta às equipas pelo construtor italiano é a utilização de pneus traseiros com carcaça em kevlar como em 2012. Esses novos pneus, que correspondem a uma evolução dos utilizados desde a primeira corrida da presente temporada, já haviam sido testados na sexta-feira do GP do Canadá. E como, à semelhança dos de Silverstone, continuam a ser assimétricos, a Pirelli promete estar atenta para que ninguém volte a cometer erros no momento de colocá-los no seu monolugar.

A grande novidade, contudo, é que a FIA, perante esta situação de urgência e em nome da segurança da F.1, aceitou cancelar – para não se dizer extinguir – a regra que proíbe a realização de testes no decorrer do campeonato. Entre 17 e 19 deste mês de julho as 11 equipas têm programados ensaios em Silverstone com a Pirelli. Será nesses três dias que os pilotos terão oportunidade de testar os pneus a utilizar a partir do GP da Hungria (28 julho). A carcaça será a mesma de 2012 (em kevlar), mas com um revestimento mais macio, de modo a garantir duas/três paragens por corrida, como exige o “patrão” e promotor do campeonato, Bernie Ecclestone.

Como já se disse, foi a partir dessa exigência feita à Pirelli, quanto a mim, que a questão dos pneus na F.1 começou a escorregar para a nebulosidade, porque se a ideia de criar espetáculo para quem segue cada GP é positiva, já no plano técnico faltou bom senso para perceber que perante regras tão restritivas as equipas teriam um reduzido espaço de manobra para se adaptarem à nova realidade. E a fornecedora de pneus deveria, em nome da salvaguarda do seu bom nome, impor condições. Evitando ser arrastada para uma imagem de debilidade que não tem…

Mundial de Pilotos

1º, Sebastien Vettel, 132 pontos

2º, Fernando Alonso, 111

3º, Kimi Raikkonen, 98

4º, Lewis Hamilton, 89

5º, Mark Webber, 87

Construtores

1º, Red Bull, 219 pontos

2º, Mercedes GP, 171

3º, Ferrari, 168

Falta 11 provas (Alemanha, Hungria, Bélgica, Itália, Singapura, Coreia, Japão, Índia, Abu Dhabi, Estados Unidos e Brasil) para o final da temporada.

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